A interpretação prazerosa de ler um livro


Já postei no blog e repito: sempre gostei muito do autor Irving Yalom, um psiquiatra americano que escreve romances psicológicos com tanta destreza quanto sabe analisar o comportamento humano. Percebe-se isso pelo enredo de seus livros que não deixam de ser uma interpretação do que realmente é a psicologia e a filosofia, porém com uma história condensada dentro de 300 ou 400 páginas. Passa rapidinho a leitura, não parecem livros grossos tamanho o prazer que me dá lê-los. E ao fazer isso, parece que saí de um curso de psicologia, pois aprende-se muito com as frases e o modo como ele ressignifica o pensamento de Freud, Nietzsche ou Schopenhauer. É um de meus autores prediletos.

Quero falar aqui de sua obra: “A interpretação do assassinato”, que  divulga as ideias de Freud e início da psicanálise. Há frases impactantes que fazem pensar. Eis algumas:

-Por trás da imaginação sempre existe um desejo

-Mas também pode haver um desejo de não imaginar

-Toda neurose é uma religião para seu proprietário, Freud dizia que as características que atribuímos a Deus refletem os medos e desejos que sentimos primeiro como bebês e depois como crianças.

– Se uma dúvida é bem fundamentada ela é uma boa dúvida

-O prazer de satisfazer um impulso selvagem e muito mais intenso do que satisfazer um instinto que já foi domado pelo ego

No livro, Yalon detalha o que é “transferência”, essa palavra tão usada em psicanálise que quem não está deitado no divã não compreende ou vai pensar que é transferência bancária. Pois bem, eis a explicação de uma forma fácil de  entender:

TRANSFERENCIA – Fenômeno da psicanálise:  os pacientes reagem a análise venerando o analista ou odiando porque retoma no consultório do analista  os mesmos conflitos inconscientes que causavam os sintomas transferindo para o médico os desejos suprimidos que residiam no núcleo da doença.

Freud descobriu que O mal da histeria consistia em que  o paciente transferia para pessoas novas ou para objetos um conjunto de emoções e desejos enterrados formados na infância e nunca descarregados. Ao dissecar o fenômeno com o paciente – ver e trabalhar a transferência – a analise tornava o inconsciente consciente e suprimia a causa da doença.

(ALGUMAS VEZES NÃO QUEREMOS NOS LEMBRAR DE CERTOS ACONTECIMENTOS PORQUE ELES SÃO MUITO DOLOROSOS ASSIM OS APAGAMOS). PRINCIPALMENTE AS LEMBRANÇAS INFANTIS, A GENTE AS MANTÉM FORA DA CONSCIÊNCIA

PARA FREUD: NÃO SOMOS RESPOSANVEIS PELOS NOSSOS SENTIMENTOS, PORQUE NENHUM SENTIMENTO NOSSO NOS CAUSA VERGONHA.

  • Já Jung diz que o feminino é o intelectual, sensível o bastante para ver o mundo espiritual, mas não forte o suficiente para suportar o peso que ele impõe. O desafio e fazer os dois. Ouvir as vozes do outro mundo, mas viver neste, ser um homem de ação. Bacana, né.
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